segunda-feira, 11 de abril de 2011

A MULHER JUDIA DE ONTEM; E DE HOJE ?

     Podemos iniciar falando desta mulher como aquela que Deus fez para ser a ajudadora do homem. Aquela a quem o Senhor preparaou para ser idônea, capaz de ser ajudadora de seu marido, companheiro. Mas podemos ver que este papel foi sendo colocado pelo homem como secundário, a sociedade judia nos tempos bíblicos e até mesmo décadas anteriores, apontou para uma mulher completamente anulada como edônea, mas completamente auxiliadora em tudo que lhe for apropriado.
     A muher judia desde muito criança foi ensinada a ser uma boa esposa, submissa e obediente a lei a qual era de vital importância ser observada e cumprida por ela. Aprendia a lavar, cozinhar, tecer, fiar, plantar, colher e ser respeitosa para garantir ao seu marido um lugar previlegiado entre os homens de negócios da sua região ou tribo. Seu comportamento como esposa podia garantir a seu marido ser próspero ou ser   apenas mais um.
     Seu papel é de muita importância pois aos 12 anos já podia casar-se, isto com um acordo entre seu pai e a família do noivo a mesma era preparada para o casamento e devia ser instruída a se portar dignamente na casa de seu marido, pois a mesma iria deixar seu lar e agora seria instruída por sua sogra a qual deberia servir e obedecer suas instruçoes de como cuidar seu seu marido e preparar o alimento e tudo o mais que o mesmo viesse a lhe pedir do jeito que ele quisesse, por isso era ensinada a conhecer e preparar tudo a gosto de seu marido.
     Casando-se a mesma deveria ser de procedimento ilibado, pois qualquer que fosse a dúvida de seu esposo quanto sua honra, o mesmo poderia levá-la até os anciões ou sacerdotes de proferir sua dúvida, se esta fosse de sua virgindade, seus pais deveriam apresentar aos sacerdotes os sinais de sangramento nos panos da noite das bodas, se apresentada o marido deveria pagar aos pais o dobro do preço que a mulher  valia em pagamento para ser vendida, que são 100 ciclos, e  este não poderia mais rejeitar ou repudiar devolvendo-a e nem podia vendê-la, por toda sua vida. Mas se esta prova de virgindade não fosse apresentada a mesma seria arrastada até a porta da casa de seus pais e a mesma seria apedrejada até a morte. Se a mulher fosse acusada de adultério, o marido apresentaria a esposa aos sacerdotes que a fariam beber uma água amarga, se ela adoecesse seria considerada culpada e seria apedrejada até a morte, mas se ela não adoecesse, seria inocentada.
     Cabia a mulher ensinar a sua filha a ser uma boa esposa e fazer seus deveres domésticos, já o filho  homem ele seria instruído e cuidado por ela apenas até os doze anos, assim ele seria passado nesta idade para a rsponsabilidade de seu pai que o ensinaria sobre a lei, a religião, um ofício, e o seguia em seu trabalho, ou seria entregue para o sacerdócio. A menina não podia sair de casa sozinha e jamais deixar a mostra seu rosto, deveris usar o  véu e está sempre na presença de sua mãe. Havia um grande medo por parte do pai que a filha engravidasse morando ainda em sua casa, pois era vergonhoso e deveria ser entregue para apedrejamento. Por este motivo ele preferiam que nascessem mais homens do que mulheres, pois ter uma filha era motivo de muita preocupação, mas ter um filho varão era motivo de muita festa, e isso era anunciado e festejado durante muitos dias.
     Para a mulher o motivo de maldição era ser estéril, para todos esta mulher era amaldiçoada e trazia maldição para aquele lar. Por isso o marido vivia pagando sacrifícios para que a mulher fosse perdoada por Deus e viesse a gerar filhos. O homem podia por este motivo se tivesse condição financeira boa casar-se com uma outra mulher ou tomar para si uma escrava ou serva para suscitar sua descendência. E se o esmo não tivesse filho homem este tomava um rapaz ou alguém de sua família para adotar, mas se depois viesse a ter um filho homem sua herança passaria logo para o filho de sangue e não mais para o  filho adotado.
     No casamento judeu os esposos sempre recebiam da família da sua esposa um dote. Este dote podia ser vestimentas, dinheiro, animais, escravas, instrumentos, assim como fosse combinado entre as partes. Mas dar como dote escravas, escravos e servos trazia para o homem um status de poder e de prosperidade.
     No templo a mulher jamais podia participar com seu esposo das atividades religiosas, e não se admitia que a mulher dançasse, tocasse algum instrumento ou cantasse, já que a mesma era ligada a figura sensual, sexual, pois os cultos pagãos eram repletos de mulheres e de verdadeiras orgias. Assim as mesmas só podiam adentrar no templo ficando em lugar apropriado para elas e algumas vezes podiam cantar músicas sagradas. E jamais falar algo ou perguntar algo ao seu marido no templo, Paulo mesmo aconselhou que a mesma esperasse chegar em casa, e indagá-lo sobre suas dúvidas, para que não parecessem com sa sacerdotisas Afrodite, que com seu luxuoso templo cultuavam a sua deusa com grandes orgias e os ensinamentos eram feitos por mulheres, os homens apenas ouviam e se banqueteavam com suas luxúrias.
     O que podemos pensar sobre tudo isso, que as mulheres não tinham identidade própria? Que não foram ensinadas a decidirem por si mesmas? Que não tinham outra escolha para suas vidas? Já não acredito nestas divagações. Acredito sim que elas aprenderam a ser mulheres que amavam o seu papel de ser mãe e ser amada por seu marido. Para elas marido significava ser cuidada e amada para sempre. Mesmo naquela condiçao de submissão elas conseguiam fazer parte da vida daquele homem a quem ela havia confiado a sua própria vida. Os tempos eram outros, o homem olhava para a esposa como um tesouro, uma fortuna e não com alguém que representa uma ameaça a sua virilidade, seu machismo contemporâneo não o deixa olhar para sua esposa com o mesmo olhar que o homem judeu olhava sua prometida. O que podemos deduzir é que os tempos mudaram e até mesmo os judeus avançaram no tempo e suas esposas já conquistaram um novo espaço no século XXI. Elas já falam, já ensinan como rabinas, já trabalham fora e já se divorciam, pois os tempos mudaram e elas, as mulheres judias, mudaram também.
     Estes tempos modernos arrebataram a belaza e a pureza de nossa inocente vida de mulheres especiais, e passamos a ser apenas mulheres que trabalham para ajudar nas despesas da casa, pois sempre falam, este é o preço da igualdade. Vidas marcadas pelo relógio e pelo diploma, pela disputa e pela intolerância. Será que há uma chance para para sermos um só? Uma só carne? Um só pensamento um só coração?
    

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