segunda-feira, 4 de julho de 2011

APRENDER A VIVER A DOIS, DEPOIS DE CASAR OS FILHOS. É POSSÍVEL?

     Pensei que fosse impossível ter que aprender a conviver com meu marido estando a sós. Mas descobri que depois de casar as filjhas isto era não só possível como imdispensável.
     Passar 26 anos entre uma vida profissional, vida social, vida religiosa além de uma vida maternal, onde os cuidados com os filhos aparecem antes mesmos dos cuidados com você mesma. Até mesmo sua vida conjugal sofre avarias por consequência das cobranças dos filhos. Ter que deixar tudo que você planejou muitas vezes fica para depois, já que a prioridade passa a ser a educação dos filhos, É sempre um " deixa eles crescerem que eu faço, eu posso, vou ter tempo ", mas parece que eles não crescem nunca, para nós são sempre pequenos e desprepardos. Precisamos aprender  a deixá-los seguir com suas vidas e tomarem suas próprias decisões e fazerem suas escolhas.
     O dia-a-dia parece interminável, há sempre o que fazer e o que ensinar. cada hora do seu dia parece ser apenas minutos, passam com muita rapidez. A cada momento temos que tomar a decisão de fazer por ele, para eles e com eles. Esquecemos muitas vezes que somos uma pessoa e não uma máquina de fabricar tempo. Sempre repetios para nós mesmas," eu vou dar conta de tudo". Mas há quem diga que a mulher tem dupla jornada de trabalho. Creio que isto é um engano, podemos contar um mínimo de quatro, ou até mesmo 5 jornadas.Vejamos; esposa, mãe, profissional, doméstica, liderança na igreja, ou até mesmo apenas aquela que está sempre disponível para a obra de Deus, amiga, parente ... será que estou esquecendo de algo mais?
     Porém chega o dia em que os filhos crescem, apaixonam-se e vão embora. E o que nos resta fazer? Tal é a tristeza e o sentimento de vazio que só desaparecem logo com a alegria de ver outras vidas nascerem de seus filhos. Assim nos resta apenas começar tudo de novo e aprender a ver um para o outro, como também
estranhar o fato de estarem e poderem vivênciar um novo tempo de aproximação.
     Quem diria, que agora além de cuidrmos um do outro, ainda temos que continuar cuidando e amando as filhas, filhos, genros, noras e netinhos. Ainda bem que nossa vida jamais será vazia ou inútil.