terça-feira, 7 de outubro de 2014

Relação dos Apócrifos



Quais são os livros apócrifos?

Como já vimos no artigo `Qual a importância dos apócrifos?`, existem alguns livros escritos antes ou pouco depois de Cristo que tinham como intenção figurar como Escritura Sagrada. Mas, pelo Magistério da Igreja e assistência do Espírito Santo, esses livros espúrios foram definitivamente afastados, restando apenas o cânon bíblico que guardamos até hoje. Por esse motivo, muitos desapareceram, outros sobreviveram em uma ou outra comunidade antiga, ou, ainda, em traduções, fragmentos ou citações.

A seguir, apresentamos uma lista exaustiva de livros apócrifos do Antigo e do Novo Testamento que, embora longa, provavelmente não esgota todos os livros escritos ou existentes, porém, bem demonstra a quantidade de livros escritos com a intenção de "completar" a Bíblia.

Incluímos também, ao final, os manuscritos encontrados em Qumran, nas grutas do Mar Morto, que foram escritos ou preservados por uma comunidade que vivia nesse deserto separada dos grupos religiosos da Palestina do tempo de Jesus (Saduceus, Fariseus, Samaritanos, etc.). Esse grupo, denominado Essênio, como podemos ver, considerava o Antigo Testamento como Escritura Sagrada (inclusive os deuterocanônicos), mas tinha como característica própria seguir ainda outros "livros sagrados". Portanto, temos como apócrifos as seguintes obras:

ANTIGO TESTAMENTO

1. Apocalipse de Adão
2. Apocalipse de Baruc
3. Apocalipse de Moisés
4. Apocalipse de Sidrac
5. As Três Estelas de Seth
6. Ascensão de Isaías
7. Assunção de Moisés
8. Caverna dos Tesouros
9. Epístola de Aristéas
10. Livro dos Jubileus
11. Martírio de Isaías
12. Oráculos Sibilinos
13. Prece de Manassés
14. Primeiro Livro de Adão e Eva
15. Primeiro Livro de Enoque
16. Primeiro Livro de Esdras
17. Quarto Livro dos Macabeus
18. Revelação de Esdras
19. Salmo 151
20. Salmos de Salomão (ou Odes de Salomão)
21. Segundo Livro de Adão e Eva
22. Segundo Livro de Enoque (ou Livro dos Segredos de Enoque)
23. Segundo Livro de Esdras (ou Quarto Livro de Esdras)
24. Segundo Tratado do Grande Seth
25. Terceiro Livro dos Macabeus
26. Testamento de Abraão
27. Testamento dos Doze Patriarcas
28. Vida de Adão e Eva

NOVO TESTAMENTO

1. A Hipostase dos Arcontes
2. (Ágrafos Extra-Evangelhos)
3. (Ágrafos de Origens Diversas)
4. Apocalipse da Virgem
5. Apocalipse de João o Teólogo
6. Apocalipse de Paulo
7. Apocalipse de Pedro
8. Apocalipse de Tomé
9. Atos de André
10. Atos de André e Mateus
11. Atos de Barnabé
12. Atos de Filipe
13. Atos de João
14. Atos de João o Teólogo
15. Atos de Paulo
16. Atos de Paulo e Tecla
17. Atos de Pedro
18. Atos de Pedro e André
19. Atos de Pedro e Paulo
20. Atos de Pedro e os Doze Apóstolo
21. Atos de Tadeu
22. Atos de Tomé
23. Consumação de Tomé
24. Correspondência entre Paulo e Sêneca
25. Declaração de José de Arimatéia
26. Descida de Cristo ao Inferno
27. Discurso de Domingo
28. Ditos de Jesus ao rei Abgaro
29. Ensinamentos de Silvano
30. Ensinamentos do Apóstolo Tadeu
31. Ensinamentos dos Apóstolos
32. Epístola aos Laodicenses
33. Epístola de Herodes a Pôncio Pilatos
34. Epístola de Jesus ao rei Abgaro (2 versões)
35. Epístola de Pedro a Filipe
36. Epístola de Pôncio Pilatos a Herodes
37. Epístola de Pôncio Pilatos ao Imperador
38. Epístola de Tibério a Pôncio Pilatos
39. Epístola do rei Abgaro a Jesus
40. Epístola dos Apóstolos
41. Eugnostos, o Bem-Aventurado
42. Evangelho Apócrifo de João
43. Evangelho Apócrifo de Tiago
44. Evangelho Árabe de Infância
45. Evangelho Armênio de Infância (fragmentos)
46. Evangelho da Verdade
47. Evangelho de Bartolomeu
48. Evangelho de Filipe
49. Evangelho de Marcião
50. Evangelho de Maria Madalena (ou Evangelho de Maria de Betânia)
51. Evangelho de Matias (ou Tradições de Matias)
52. Evangelho de Nicodemos (ou Atos de Pilatos)
53. Evangelho de Pedro
54. Evangelho de Tome o Dídimo
55. Evangelho do Pseudo-Mateus
56. Evangelho do Pseudo-Tomé
57. Evangelho dos Ebionitas (ou Evangelho dos Doze Apóstolos)
58. Evangelho dos Egípcios
59. Evangelho dos Hebreus
60. Evangelho Secreto de Marcos
61. Exegese sobre a Alma
62. Exposições Valentinianas
63. (Fragmentos Evangélicos Conservados em Papiros)
64. (Fragmentos Evangélicos de Textos Coptas)
65. História de José o Carpinteiro
66. Infância do Salvador
67. Julgamento de Pôncio Pilatos
68. Livro de João o Teólogo sobre a Assunção da Virgem Maria
69. Martírio de André
70. Martírio de Bartolomeu
71. Martírio de Mateus
72. Morte de Pôncio Pilatos
73. Natividade de Maria
74. O Pensamento de Norea
75. O Testemunho da Verdade
76. O Trovão, Mente Perfeita
77. Passagem da Bem-Aventurada Virgem Maria
78. "Pistris Sophia" (fragmentos)
79. Prece de Ação de Graças
80. Prece do Apóstolo Paulo
81. Primeiro Apocalipse de Tiago
82. Proto-Evangelho de Tiago
83. Retrato de Jesus
84. Retrato do Salvador
85. Revelação de Estevão
86. Revelação de Paulo
87. Revelação de Pedro
88. Sabedoria de Jesus Cristo
89. Segundo Apocalipse de Tiago
90. Sentença de Pôncio Pilatos contra Jesus
91. Sobre a Origem do Mundo
92. Testemunho sobre o Oitavo e o Nono
93. Tratado sobre a Ressurreição
94. Vingança do Salvador
95. Visão de Paulo

ESCRITOS DE QUMRAN

1. A Nova Jerusalém (5Q15)
2. A Sedutora (4Q184)
3. Antologia Messiânica (4Q175)
4. Bênção de Jacó (4QPBl)
5. Bênçãos (1QSb)
6. Cânticos do Sábio (4Q510-4Q511)
7. Cânticos para o Holocausto do Sábado (4Q400-4Q407/11Q5-11Q6)
8. Comentários sobre a Lei (4Q159/4Q513-4Q514)
9. Comentários sobre Habacuc (1QpHab)
10. Comentários sobre Isaías (4Q161-4Q164)
11. Comentários sobre Miquéias (1Q14)
12. Comentários sobre Naum (4Q169)
13. Comentários sobre Oséias (4Q166-4Q167)
14. Comentários sobre Salmos (4Q171/4Q173)
15. Consolações (4Q176)
16. Eras da Criação (4Q180)
17. Escritos do Pseudo-Daniel (4QpsDan/4Q246)
18. Exortação para Busca da Sabedoria (4Q185)
19. Gênese Apócrifo (1QapGen)
20. Hinos de Ação de Graças (1QH)
21. Horóscopos (4Q186/4QMessAr)
22. Lamentações (4Q179/4Q501)
23. Maldições de Satanás e seus Partidários (4Q286-4Q287/4Q280-4Q282)
24. Melquisedec, o Príncipe Celeste (11QMelq)
25. O Triunfo da Retidão (1Q27)
26. Oração Litúrgica (1Q34/1Q34bis)
27. Orações Diárias (4Q503)
28. Orações para as Festividades (4Q507-4Q509)
29. Os Iníqüos e os Santos (4Q181)
30. Os Últimos Dias (4Q174)
31. Palavras das Luzes Celestes (4Q504)
32. Palavras de Moisés (1Q22)
33. Pergaminho de Cobre (3Q15)
34. Pergaminho do Templo (11QT)
35. Prece de Nabonidus (4QprNab)
36. Preceito da Guerra (1QM/4QM)
37. Preceito de Damasco (CD)
38. Preceito do Messianismo (1QSa)
39. Regra da Comunidade (1QS)
40. Rito de Purificação (4Q512)
41. Salmos Apócrifos (11QPsa)
42. Samuel Apócrifo (4Q160)
43. Testamento de Amran (4QAm)

OUTROS ESCRITOS

1. História do Sábio Ahicar
2. Livro do Pseudo-Filon
Relembramos que esses livros não possuem qualquer valor doutrinário, podendo, no máximo, esclarecer alguns aspectos históricos da época em que foram escritos ou refletir as idéias defendidas pelos grupos heréticos que os usavam.



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                                     ESCOLA DE TEOLOGIA CRISTA
                               INTRODUÇÃO BÍBLICA -   BIBLIOLOGIA




  Introdução Bíblica  

                       Prfº Alexandre César

  
Igarassu-PE, 2011

                                   I - Conhecendo à Bíblia

       a - O que é a Bíblia? A palavra Bíblia significa "livros", e vem do grego (língua em que foi escrito o Novo Testamento) "ta biblia" (ta biblia)- ou seja, os livros. “Bíblia” é uma palavra que não aparece na Bíblia.  Ela vem do termo grego biblos, por causa da cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiro usados para fazer livros. Com o tempo, a palavra biblos passou a significar “livro”. Biblia é a forma plural (“livros”).  A Bíblia, na verdade, é uma coleção de livros. Ela também é conhecida simplesmente como “o Livro”, “o Livro dos Livros”, “o Livro Sagrado”. O plural justifica-se pelo fato da a Bíblia não ser um livro somente, mas uma biblioteca composta de 66 livros, sendo que 39 pertencem ao Antigo Testamento e 27 ao Novo Testamento.   A Bíblia aprovada pela Igreja Católica contém 73 livros, isto é, sete livros a mais que as Bíblias não católicas. Esses são os ditos livros Deuterocanônicos, considerados apócrifos por evangélicos e judeus em geral.   Os cristãos acreditam que alguns homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram que a Bíblia é a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os cristãos acreditam que a Bíblia deve ser interpretada de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são textos metafóricos ou que  são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo atualidade.   Para os judeus, principalmente os ultra-ortodoxos, a Bíblia é mais que um texto sagrado, a Bíblia é um organismo vivo, ela vive, é uma entidade viva e divina, ela participa da divindade, ela foi escrita por Deus, a Bíblia é Deus! Pois tudo que foi, tudo que é e tudo que será estar incluído na Torah da primeira até a última palavra até o fim dos tempos.    A Bíblia Hebraica contém o relato das palavras de Deus e de seus feitos em favor do povo de Israel, a quem chamou para que fosse “luz para os gentios” (Is 42. 6).  Esses “eventos” foram transmitidos inicialmente de forma oral, de geração para geração.  Durante o exílio e depois dele (500 a.e.c.), escribas copilaram esses escritos, transformando-os em livros. Estima-se que a Torá foi concluída em 400 a.e.c., os Livros Históricos e os Profetas por volta de 200 a.e.c. e os Livros de Sabedoria em 100 a. c.                 Os não crentes vêem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Os não crentes recusam qualquer origem divina para a Bíblia e consideram que a Bíblia deve ter pouca ou nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no oriente).    
            b - Quais as línguas bíblicas? Foram utilizadas três línguas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico foi escrito todo o Antigo Testamento, com exceção dos livros chamados deuterocanônicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego, além dos já referidos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento foram escrito todo o Novo Testamento. O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (Ex. livros de Samuel e Reis), noutros um hebraico mais rudimentar e noutros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego Koiné, isto é, o grego comum falado então mais ou menos em todo o oriente do Império Romano                                                                                                   
            c – Cânone Bíblico - Designa o inventário ou lista de escritos ou livros considerados pela religiões cristã como tendo evidências de Inspiração Divina. Cânone, em hebraico é qenéh e no grego kanóni, têm o significado de "régua" ou "cana [de medir]", no sentido de um catálogo. A formação do cânone bíblico se deu gradualmente. Foi formado num período aproximado de 1 500 anos. Os cristãos protestantes acreditam que o último livro do Antigo Testamento foi escrito pelo profeta Malaquias. Para os católicos e ortodoxos foi o Eclesiástico ou Sabedoria de Sirácida. Segundo a literatura judaica, Esdras, na qualidade de escriba e sacerdote, presidiu um conselho formado por 120 membros chamado Grande Sinagoga que teria selecionado e preservado os rolos sagrados. Alguns acreditam que naquele tempo o Cânone das Escrituras do Antigo Testamento foi fixado (Esdras 7:10,14). Entretanto esta tese é desacreditada pela crítica moderna. Os estudiosos concordam que foi essa mesma entidade que reorganizou a vida religiosa nacional dos repatriados e, mais tarde, deu origem ao Supremo Tribunal Judaico, denominado Sinédrio     Apesar da antiguidade dos livros bíblicos, os manuscritos mais antigos que possuímos datam a maior parte dos sécs. III-IV. Tais manuscritos são o resultado do trabalho de copistas que, durante séculos, foram fazendo cópias dos textos, de modo a serem transmitidos às gerações seguintes. Transmitido por um trabalho desta natureza o texto bíblico, como é óbvio, está sujeito a erros e modificações, involuntários ou voluntários, dos copistas, o que se traduz na coexistência, para um mesmo trecho bíblico, de várias versões que, embora não afetem grandemente o conteúdo, suscitam diversas leituras e interpretações dum mesmo texto. O trabalho desenvolvido por especialistas que se dedicam a comparar as diversas versões e a selecioná-las, publicando os resultados, denomina-se Crítica Textual.  A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados Massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao séc. VIII d.C. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o Texto Massorético (abreviatura: TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.  No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanos eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a chamada versão dos Setenta.    A Bíblia dos Setenta, ou Septuaginta (abreviatura: LXX), designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., provavelmente no Egipto. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 sábios, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução fora inspirada por Deus. A versão dos LXX é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do fato de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, e a que é citada na grande parte do Novo Testamento.   Da versão dos LXX fazem parte, além dos livros da Bíblia Hebraica, os deuterocanônicos (aceites pela Igreja Católica, mas não por judeus nem protestantes), e alguns apócrifos (não aceites como sagrados por nenhuma das religiões ou Igrejas). O Novo Testamento, escrito em grego, encontra-se em muitos manuscritos, que apresentam muitas variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há, contudo alguns manuscritos mais importantes, pela sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.             Outra versão com importância é a chamada Vulgata, ou seja, a tradução latina de São Jerônimo, elaborada no séc. IV-V, e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do ocidente.

                                                    Livros da Bíblia
A Bíblia é um conjunto de escritos muito antigo. Foi composta ao longo de um período de cerca de 1500 anos por uns 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição. No entanto, exegetas cristãos divergem cada vez mais sobre a autoria e a datação das obras. Ela teria começado a ser escrito por volta de 1500 a.e.c. e recebido o último retoque nos textos em 100 e.c., tendo o cânone sendo fixado em definitivo bem posteriormente (existem teorias controversas) e a divisão em capítulos e versículo que conhecemos hoje deve ter surgido em 1550 ou 1600 e.c.  É quase um consenso de que a maioria delas foi escrita ou por pessoas  que elegeram patronos, ou coletivamente e ao longo dos séculos.

                                                        Antigo Testamento
                                                              Pentateuco
Gênesis - Êxodo - Levítico - Números – Deuteronómio
                                                       Livros Históricos
Josué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Tobias - Judite - Ester - Macabeus
                                          Livros Poéticos e Sapienciais
Jó (ou Job) - Salmos - Provérbios - Eclesiastes (Coélet) - Cânticos dos Cânticos - Sabedoria - Eclesiástico (Sirácida)
                                                    Livros Proféticos
Isaías - Jeremias - Lamentações - Baruc - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós - Obadias (ou Abdias) - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque (ou Habacuc) - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias
                                                  Novo Testamento
                             Evangelhos Sinópticos, Cartas Paulinas
Mateus - Marcos - Lucas - João - Atos dos Apóstolos - Romanos - I Coríntios - II Coríntio] - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito - Filémon - Hebreus - Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas - Apocalipse
                                                    Deuterocanônicos
                                   Livros apócrifos (ou pseudoepígrafos)
Tobias - Judite - I Macabeus - II Macabeus - Sabedoria - Eclesiástico - Baruc - Adições em Ester - Adições em Daniel

                                                       Geografia Bíblica

                1. - O que é Geografia?
                  A Geografia (do grego geo=terra; grafia= descrição, tratado, estudo) é a Ciência que estuda a Terra na sua forma. Ou seja, estuda os acidentes físicos; o clima; as populações, as divisões políticas etc. Assim, é descrição da terra. Modernamente, é a ciência que estuda a organização do espaça terrestre, determinada pala convergência de fatores físicos, biológicos, e sociais, desenvolvido pelo homem. Neste sentido, a Geografia subdivide-se em diversas outras disciplinas: a Geografia Humana, a Geografia Econômica, a Geografia Física, a Geografia Política e a Geografia Histórica, dentre outras.
                 2. Ciências auxiliares à Geografia.
a) História, b) Geologia, c) Arqueologia e, d) Paleontologia

                                        3. Definição de Geografia Bíblia
            Segundo Netta Kemp de Money: "A Geografia Bíblica ocupa-se do estudo sistemático do cenário da revelação divina e da influência que teve o meio ambiente na vida de seus habitantes".                                                                                                 Geografia Bíblica é o ramo da introdução bíblica cuja finalidade é localizar, descrever e explicar as diferentes paisagens que são descritas nas Escrituras Sagradas, além de observar como o homem se organizou no espaço terrestre em que viveram os povos bíblicos. 
                                            4. Divisão da Geografia Bíblica
1. Geografia do Antigo Testamento
2. Geografia do Novo Testamento
                                         5. Distribuição da Geografia Bíblica
a) Geral,
b) Regional,
 c) Física -     Climatologia, Biogeografia, Hidrografia e Humana.

                                  6. Relação entre Geografia Bíblica e Geral
                  A Geografia Bíblica é uma ciência auxiliar à exegese (principal importância da disciplina). Alguns a classificam como um ramo da Geografia Geral, apesar dos cursos superiores de geografia jamais considerarem a Geografia Bíblica um sub-ramo de seu campo.
                  7. Instrumentos que auxiliam no estudo da Geografia Bíblica
                                                                a. Bíblia
                                                            b. Cartografia
                                                  8. O Mundo Bíblico:
                  A região que denominamos Mundo Bíblico situa-se, hoje, nas regiões conhecidas como Oriente Médio e mediterrânicas (Ver mapa do Mundo Bíblico). Podemos apontar como áreas limites do Mundo Bíblico a Península Ibérica, a ocidente, e o atual Iraque, a oriente. Os países que são encontrados hoje nestas regiões são: Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, os diversos países balcânicos, Turquia, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Iraque, Irã, Arábia Saudita e vários emirados árabes (use o mapa Mundo para localizar estas regiões e, ao mesmo tempo, verificar a distância entre estes países e o Brasil).
                                    Principais áreas do Mundo Bíblico:
a) Mesopotâmia, b) (Península Arábica, c) Egito, d) Canaã e, e) Europa

                                    Principais Povos Bíblicos
a) Sumérios
b) Acádios
c) Egipcius
d) Cananeus
e) Filisteus
f) Assírios
g) Babilônios
h) Médos
i) Persas
j) Helênicos (gregos)
k) Macedônios
l) Romanos


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

RESENHA SOBRE: “O HOMEM PÓS-MODERNO, RELIGIÃO E ÉTICA”

RESENHA SOBRE: “O HOMEM PÓS-MODERNO, RELIGIÃO E ÉTICA”
                                        De Wilmar Luiz Barth  , postado por  pastora  sônia pinheiro

Vivemos o tempo da novidade. O “novo” coordena, ordena e altera tudo. Se conjuga com “moderno”. É moda. É bom. É pós-moderno. Quem estuda esse fenômeno é David Harvey, no seu livro Condição Pós-moderna, publicado na França, em 1989. Segundo ele, vem ocorrendo uma mudança abissal nas práticas culturais, bem como político-econômicas desde 1972.1 Segundo o pensamento de Leonardo Boff, “a pós-modernidade participa de todos os pós-ismos (pós-histoire, pós-industrialismo, pós-estruturalismo, pós-socialismo, pós-marxismo, pós-cristianismo, etc.) com aquilo que eles têm em comum: a vontade de distanciamento de certo tipo de passado ou a recusa a certo tipo de vida e de consciência, a percepção de descontinuidade sentida e sofrida no curso comum da história, e a sensação de insegurança generalizada”.
Em poucas palavras, do “moderno” nasce a “modernidade” e esta foi transformada em
“pós-modernidade”. É um tempo de mudança, de crise, de morrer ao tradicional, de abandonar o velho e abraçar o novo, de quebrar paradigmas e estabelecer novas formas de vida e valores. É tempo de ser diferente, de inventar diferenças e conviver pacificamente com o diferente. Do “ser do contra” passamos a “amar o contrário” e, hoje, somos “neutros diante das diferenças”.
            Utilizo-me de Mike Feathestone, que apresenta as seguintes pontos norteadores desse processo:
a) Movimento que se afasta das ambições universalísticas das narrativas mestras... e caminha em direção a uma ênfase no conhecimento local, na fragmentação, no sincretismo, na “alteridade” e na diferença.
b) Dissociação das hierarquias simbólicas que acarretam julgamentos canônicos de gosto e valor, indo em direção ao colapso populista da distinção entre a alta cultura e a cultura popular.
c) Tendência à estetização da vida cotidiana.
d) Descentralização do sujeito, dando lugar à fragmentação, jogo superficial de imagens, sensações e “intensidades multifrênicas”.
           
Em seu livro El hombre light, Enrique Rojas faz uma descrição muito realista do homem atual e que assume contornos muito negativos. Segundo ele, os produtos “light” deram origem ao homem “light” e à vida “light”, caracterizada pelo fato de que tudo está sem calorias, sem gosto ou interesse. A essência das coisas não importa, só é quente o superficial, e a vida pode ser comparada a um coquetel, onde tudo pode ser experimentado, mas tudo está desvalorizado. O homem moderno, conforme descreve Rojas, é sumamente vulnerável. Embora seja atraente, dinâmico e divertido, é um ser vazio,
sem idéias, evasivo e contraditório. Rebela-se contra todos os estilos de vida reinante. Sempre bem-informado, mas com escassa formação, perde-se no folclórico e, diante de tantas notícias, cria uma espécie de mecanismo de defesa, ficando insensível. É pragmático e se interessa por vários assuntos ao mesmo tempo. Tem uma curiosidade insaciável, porém maldirigida e que não o leva a lugar nenhum. Conhece muito bem sua área de atuação, mas não consegue fazer síntese.
Como não tem critérios sólidos, o homem light é superficial e aceita tudo. Geralmente não tem um projeto de vida e lhe interessa ter, possuir, comprar mais e consumir loucamente. Compra coisas e depois se arrepende. Fabrica sua verdade de acordo com suas preferências, escolhendo o de que gosta e rejeitando o que não lhe apetece. Exige poder “ficar a sós, precisa retirar-se”. Uma solidão sem rebelião pessoal e sem análise.
            É frio, não acredita em quase nada, suas opiniões mudam rapidamente e deixou para trás os valores transcendentes. Busca o prazer e o bem-estar a qualquer custo, além do dinheiro. Para ele tudo é descartável, inclusive as pessoas. Passa por cima de tudo e de todos para buscar a fama, o sucesso, o triunfo. Vive unicamente para si, para seu prazer, sem restrições.
            O homem moderno, conforme Rojas, não é feliz. Ele tem uma certa dose de bem-estar, tem prazeres, mas vive esvaziado da autêntica alegria. A forma suprema de prazer é a sexual, o orgasmo. Busca o imediato, a satisfação rápida e sem problemas, que a longo prazo só acumula fracassos. João Batista Libanio não deixa de expressar sua visão do jovem pósmoderno:


Melancolia, desejo, impossibilidade, acomodação. Essa seqüência marca a vida de muitos pós-modernos. Envolvem-se com a droga,  Além dessas marcas, o homem moderno assume a marca da indefinição, do inconstante, da versatilidade. Carrega consigo o constante estresse, o pessimismo, o desencanto e, acima de tudo, a depressão.

Sonha com o relax, o tempo livre e quer tudo para hoje. Parece que sua única alegria e realização está na capacidade de escolha livre dentre uma infinidade de alternativas. Vive e dá asas à ficção, de diversas formas: na literatura, no cinema, na televisão ou em jogos de internet. As drogas são a forma simples e fácil de “viajar” neste mundo da fantasia.

Situada a ‘civilização do orgasmo’ na globalidade da cultura contemporânea,    poder-se-á dizer que ela é caracterizada, de um lado, pela sofreguidão do gozo incontinente de todos os prazeres que a vida possa proporcionar, tendo o sexo como centro referencial e, de outro, pela carência de um ideal ético, tanto individual como coletivo, em virtude de ter-se perdido a consciência
de que o significado maior da existência consiste na oportunidade de aperfeiçoamento espiritual que ela proporciona. (REALE, Miguel. Paradigmas da cultura contemporânea. São Paulo: Editora Saraiva, 1996, p. 135.)

Ainda segundo Lipovetsky, o “self-interest” é a única lei assumida e o dever passou a ser escrito em letras minúsculas. O “é necessário” cedeu seu passo à felicidade, ao estímulo dos sentidos e o proibido somente vale quando está no corpo da lei escrita. Ao mesmo tempo ele chama a atenção: não nos enganemos: os gritos pelo retorno da ética não passam de um grito, mas não significam uma renúncia a si próprio ou o desejo de obrigações em favor dos outros. Esta é a sociedade do “pós-dever”, na qual os direitos subjetivos dominam os mandamentos imperativos. Ele afirma: “Queremos o respeito da ética sem mutilação de nós mesmos e sem obrigações difíceis: o espírito da responsabilidade, não o dever incondicional. Por trás das liturgias do dever demiúrgico, chegamos ao minimalismo ético”. O protagonismo humano tende a estabelecer um novo ordenamento moral. Observe-se, no entanto, que também o inverso pode se fazer sentir, especialmente naquelas culturas e setores nos quais a nova mentalidade não encontra aceitação: trata-se da tendência a um fechamento completo e aberta oposição aos novos valores, chegando, às vezes, a um retorno aos velhos e tradicionais estilos de vida.
A moral cristã, a partir da sua compreensão e valores, estabelece alguns desajustes neste esquema moral do homem moderno:
a) moral sem pecado: o generalizar-se do estilo de vida que despreza o sentido da culpa e do pecado;
b) moral de situação: a implantação do relativismo que estabelece as circunstâncias, a subjetividade e a privatização como caminho de realização moral;
c) moral neutra: neutra: total dissociação entre religião e ética que esvazia tanto a moral quanto a própria fé;
d) moral pragmática e utilitarista: estabelecimento de valores somente a partir de uma necessidade prática e em vista da própria utilidade;
e) moral hedonista: a tendência a identificar o valor ético a partir do prazer e satisfação que produz.

O retorno ao sagrado, ao esotérico, ao demoníaco e o culto ao mal são fenômenos da pós-modernidade. Formas religiosas e crendices consideradas ultrapassadas e infantis retornaram com novas forças e novos ares. Pelas avenidas, bairros, nas cidades e mesmo em pequenas cidades do interior, se vêem símbolos, ritos, imagens, pessoas e igrejas de credos diferentes. Há situações, algumas engraçadas e outras conflitivas, nas quais numa mesma família se encontram vários credos
e tendências religiosas. Este fenômeno não se restringe a uma camada social. São ricos e pobres, doentes e sãos, professores universitários e serventes de pedreiro. Na busca do sentido da vida, cria-se o deus e a religião pessoal, conforme se observa no título do livro do teólogo cristão Walter Kasper: “Jesus Cristo sim, Igreja não”. O “boom” religioso revela isto: seitas, cultos, esoterismos,filosofias orientais, yoga, etc. O homem moderno não serve a Deus, mas se faz servir dele. Culto e Igreja, na medida do necessário e “quando sobra um tempinho”, afinal, tudo o que é demais, faz mal. São ofertas religiosas em anúncios de jornais, rádios, outdoors, panfletos em esquinas movimentadas, liquidação de bênçãos e oração de cura pela metade do preço. O missionário que faz milagres, o “professor” que lê o futuro, a “irmã” que dá conselhos, o padre que faz showmissa, o mestre que faz curso de meditação.
            O importante não é o que se crê e nem a medida desta crença, mas como forma de identificação com alguns outros e de autonomia, como demonstração da autonomia pessoal que se demonstra até mesmo na capacidade de comandar o próprio Deus.



CONCLUSÃO



            O homem pósmoderno é reconhecido como vencedor por se colocar em evidência por satisfazer seus desejos a qualquer custo. Busca sensações novas e excitantes, mesmo que passageiro, mas sem compromisso  amoroso, sem vínculo emocional. Sua fonte de prazer é o sexo e o sucesso. Seu dogma de prazer erige cultos, ritos e símbolos ligados a pornografia, vídeos, serviços telefônicos, festas que se convertem em grandes negócios que exploram os instintos sexuais apelativos. Para este homem nada é absoluto e sim relativo, tudo oscila com o que se vive no momento.
            Na vida deste homem há desperdicio, pois o consumismo busca a valorização da imagem de homem bem sucedido. Sua individualidade tenta manter seu alto valor profissional marcada de uma vida vazia, não sentem medo, angústia, nem se abalam com tragédia.
            O perfil deste homem moderno  é de inovação, mudança social, rodeado de direitos, mas voltado em primeiro lugar para si mesmo. Seu olhar visionário o lança para o futuro e suas responsabilidades. Este homem se senti parte do cosmo, do universo, capitalista, socialista com ideias de expressão em todos os sentidos.
            O que resta fazer é a recuperação do verdadeiro sentido do amor a si, ao outro, a Deus. Libertar-se da individualidade, usar de coerência em sua fala e sua atitude diante do outro. Utilizar-se adequadamente as mídias, valorizando a boa informação e recusando os estímulos ligados a pornografia e rituais religiosos inadequados a formação emocional, espiritual e até profissional.
            Apropriar-se de um novo saber solidário, coprometido com gerações futuras, aprendendo e ensinando o convívio social. Valorizar e recuperar o culto a Deus respeitando o outro, o divino, Deixar o culto ao corpo, abandonando a banalização da sexualidade, mas reconstruindo a graça da vida, do homem capaz de amar e ser amado como também cultivar o espírito com a adoração a Deus.
            Aquele que renuncia os lucros abusivos e estimula  a valorização profissional, a solidariedade, planos e projetos que promovam a realização profissional e financeira do outro. Trazendo ao outro o bem estar que se reverterá em uma busca saudável e autêntica para o bem do outro. Estas experiências de conforto e confiança conduzirá este homem a Deus, pois aprenderá a depender do  grupo para realizar grandes feitos. Isto levará este homem na bisca da verdadeira fé, aceitando e respeitando o limite da experiência religiosa para si e para  o outro celebrando com alegria a fé verdadeira em Deus.